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terça-feira, 18 de outubro de 2011
A.R.T.
Obra feita com tinta acrilica sobre tela.
Nenhuma arte incomoda pouco. A lua me olha torta pela fresta da janela. Esquinas, vielas...
Dois tijolos feitos de barro. Uma aspirina para aliviar a ressaca. Todos os olhos agora se fecham, dentro de uma floresta encantada. Assoviando uma canção dos Beatles um mendigo me doou um sorriso, na esquina da Paulista com a Consolação.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Milhas de algodão
Fantasmas se fecham em portas voadoras. Com seu arco de flores flamejantes entre pedaços de estrelas e grandes garotas de inverno, com grãos de baunilha em seus cabelos. Os botões da camisa entre as mãos, despindo-se. Deixando-se tocar com as pontas finas dos dedos, com suavidade, como se toca as coxas de uma mulher.
As ruas despertam a invencibilidade da noite, com seus postes de luzes amarelas e linhas de trem que cortam fileiras e fileiras de casas apagadas e sombrias. Relógios e janelas parecem olhar por entre a cortina cinza com fitas azuis.
Igrejas com torres e sinos arcaicos, entoam seus poderes divinos e angelicais nos domingos chuvosos do mês de julho. Folhas caem fazendo um redemoinho entre os bancos e pássaros da praça celestial central do cemitério.
Em passos simétricos vestidos em sapatos verdes e emborrachados, vestidos, isqueiros, pernas formosas, belas canções em violões distorcidos fazem o caminho por entre vagalumes entorpecidos.
Alan Vianni
quarta-feira, 18 de maio de 2011
NEBULOSA
A gravidade me suspende
Um passo largo joga meu corpo ao infinito
No escuro vejo uma estrela que brilha
Junto à poeira cósmica meu corpo flutua nu
O sintetizador ecoa seus efeitos
Meus ouvidos enxugam as vibrações
Gustavo Ribeiro
Um passo largo joga meu corpo ao infinito
No escuro vejo uma estrela que brilha
Junto à poeira cósmica meu corpo flutua nu
O sintetizador ecoa seus efeitos
Meus ouvidos enxugam as vibrações
Gustavo Ribeiro
segunda-feira, 9 de maio de 2011
conservador demais
Na beira do abismo
acostumo meus pés ao pulo
me deixe atravessar seu deserto salgado
faça meu pão com sabor amanteigado
e meus desejos obvios de ficar deitado no meu quarto
esperando a banda passar para ficar mais anestesiado
as moscas voando
meu figado gritando
melhor eu me acalmar e descansar por aqui
Gustavo R.
acostumo meus pés ao pulo
me deixe atravessar seu deserto salgado
faça meu pão com sabor amanteigado
e meus desejos obvios de ficar deitado no meu quarto
esperando a banda passar para ficar mais anestesiado
as moscas voando
meu figado gritando
melhor eu me acalmar e descansar por aqui
Gustavo R.
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